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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Finalmente, a intervenção militar de Barack Obama na Síria

Eu gostava de poder dizer que o caminho é o anunciado ontem por Barack Obama, mas não acho que seja.

O objectivo de Barack Obama parece ser claro: aproveitar-se da campanha contra o ISIS (grupo ao qual já foi apreendido armamento norte-americano) para justificar a prestação de apoio técnico-militar à oposição a Bashar al-Assad e, no futuro, intensificar esse apoio até á queda final do PR sírio. Para este fim, será fundamental a presença de militares norte-americanos no terreno.

Há 1 ano, Obama não conseguiu a intervenção directa que tanto pretendia e perdeu os motivos para atacar a Síria. Agora encontrou-os. E mais uma prova de que o combate ao ISIS serve de desculpa para Obama, finalmente (e infelizmente), intervir na Síria reside no facto de os EUA estarem ao lado da mesma Arábia Saudita que financia e apoia o ISIS e patrocinam a causa de Riad de fazer cair o poder xiita sírio.

Para os EUA, isto é um pouco como ir à 7/11 de esquina ou à Macy's: compre 1 (guerra contra o ISIS), leve 2 (guerra contra o ISIS e contra Assad).

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ameaça do Estado Islâmico contra a Rússia


Partindo do princípio que:
a) A Arábia Saudita e o Qatar apoiam militar e financeiramente grupos jihadistas activos em palcos do Médio Oriente como a Síria, entre os quais o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL);

… é sem surpresa que vejo estas ameaças contra a Rússia!

Se se quiser combater de forma séria o EIIL - em vez de se continuar a dinamizar a indústria de armamento com fornecimento de equipamento bélico para entidades como o Curdistão que mais tarde ou mais cedo poderão ter de combater -, talvez se deva começar por atacar o mal pela raiz: as lideranças e regimes fundamentalistas da Arábia Saudita e Qatar. Talvez depois possamos pensar noutros meios.