Notícias dão conta de os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) terem dirigido ameaças contra a Rússia.
Partindo do princípio que:
a) A Arábia Saudita e o Qatar apoiam militar e financeiramente grupos jihadistas activos em palcos do Médio Oriente como a Síria, entre os quais o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL);
b) E que o apoio russo a Bashar al-Assad não foi digerido por Riad e Doha - lembram-se de, em Agosto de 2013, Bandar bin Sultan, um dos homens com maior peso no aparelho saudita, ter tentado seduzir Putin a deixar cair Assad em troca de acordos no sector energético e até mesmo na área da segurança com a promessa de controlo de terroristas tchetchenos e de ter sido divulgado um relatório criado por 3 Procuradores de tribunais penais internacionais que tentava incriminar Assad?
… é sem surpresa que vejo estas ameaças contra a Rússia!
Se se quiser combater de forma séria o EIIL - em vez de se continuar a dinamizar a indústria de armamento com fornecimento de equipamento bélico para entidades como o Curdistão que mais tarde ou mais cedo poderão ter de combater -, talvez se deva começar por atacar o mal pela raiz: as lideranças e regimes fundamentalistas da Arábia Saudita e Qatar. Talvez depois possamos pensar noutros meios.
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