Fico relutante quando sou confrontado com possíveis teorias da conspiração ou quando algumas reflexões minhas correm o risco de fazerem parte dessas teorias.
Mas não posso fica indiferente ao facto de, no início de Agosto de 2013, Bandar bin Sultan, um dos homens com maior peso no aparelho saudita, ter alegadamente tentado seduzir Putin a deixar cair Bashar al-Assad em troca de acordos no sector energético e até mesmo na área da segurança com a promessa de controlo de terroristas tchetchenos.
Posteriormente, a Arábia Saudita amuou e recusou integrar o Conselho de Segurança da ONU pelo recuo de aliados como os EUA e a França em atacarem militarmente a Síria.
Sendo sabido o empenho da Rússia em proteger o poder político sírio de planos que visem derrubar o eixo xiita no Médio Oriente, a tentação para juntar 2 e 2 é grande, sobretudo quando do lado dos principais suspeitos temos a Arábia Saudita.
Pensei nisto quando tive conhecimento dos recentes atentados. Vale o que vale, mas não passa de uma hipótese que, se se confirmar, dará muito pano para mangas… até porque Putin já jurou vingança e empenho em «eliminar todos os terroristas».
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