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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Deputados de 1.ª e Deputados de 2.ª?

Estava a analisar as declarações de interesses financeiros dos Eurodeputados quando me deparo com as declarações de Nuno Melo e Diogo Feio. Eis que me surge uma dúvida: se Nuno Melo declara receber entre €1.001,00 e €5.000,00 por mês da actividade «Deputado à Assembleia da República», o mesmo declarado por Paulo Rangel - que, aliás, refere num campo auferir entre €5.001,00 a €10.000,00 por mês da actividade como advogado e, mais abaixo, já indica que o valor decorrente da actividade é superior a €10.001,00 -, como se explica que Diogo Feio declare receber €5.001,00 e €10.000,00 por mês da actividade «Deputado Nacional»? Temos Deputados de 1.ª e Deputados de 2.ª?

P.S.: Ficamos a saber também que um Administrador não Executivo da Mota Engil não aufere rendimentos e que há Deputados que não auferem rendimentos decorrentes dessa actividade e ainda uns Eurodeputados e outros Eurodeputados que não tiveram qualquer actividade profissional com vencimento superior a €500,00 por mês nos últimos 3 anos. No caso dos últimos, viveram do quê nos últimos 3 anos antes de chegarem a Eurodeputados? Caridade?

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os Deputados do PS sabem de algo que mais ninguém sabe?


Até aqui, tudo bem. A pergunta é pertinente e justifica-se até para saber de que lado da barricada estamos. O problema é que na pergunta os Deputados subscritores dizem «particularmente depois da utilização de armas químicas em larga escala, no sentido de condenar e de contribuir para que as atrocidades que o povo sírio está a viver tenham um fim» e acrescentam «utilização de armas químicas em larga escala na Síria, que terão feito mais de 1.300 vítimas mortais», «país que já há várias décadas tem programas de produção e armazenamento deste tipo de armas de destruição» e «a linha vermelha desta guerra hedionda (...) já há muito foi ultrapassada, mas agora foi para além de tudo aquilo que se podia imaginar».

Perante todas estas afirmações, constatações e tamanhas conclusões e acusações, atrevo-me a perguntar se os Deputados subscritores do documento sabem de alguma coisa que mais ninguém sabe... incluindo os inspectores da ONU. Se sabem, partilhem, mas não tirem ilacções de notícias que não foram recortadas, são contraditórias e cuja verosimilhança e fiabilidade são praticamente nulas! Antes de se porem nos bicos dos pés, ponham os assessores a procurar informação honesta que revele que quem anda aqui a perpetrar uma campanha contra o regime de Bashar Al-Assad são os EUA, o Reino Unido e a França.