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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Durão de Aragão

Há muitos, muitos anos, os monarcas de Portugal, Castela, Aragão, entre outros reinos, «arranjavam» casamentos entre os seus filhos com um único objectivo: garantirem alianças entre os reinos dos noivos e defenderem, desta maneira, os seus interesses geoestratégicos.

Hoje, algumas famílias «de bem» fazem a mesma coisa. O problema é que o resultado conseguido por vezes não é o desejado. E, neste sentido, o casamento de D. Manuel I com Isabel de Aragão foi um dos mais desastrosos da história dado o envolvimento de Portugal na inquisição e a expulsão de judeus que deixou o País num nível de tal forma crítico que só seria ligeiramente corrigido com a defenestração de um tal Miguel de Vasconcelos por servir o invasor espanhol.

E por falar em portugueses que alienam o país a terceiros, a coroação de Durão Barroso em Espanha tem como fundamento o mesmo que se tinha antigamente: dar a benção a um casamento com os vizinhos portugueses para garantir a protecção dos seus interesses. Este prémio é uma espécie de carta de recomendação aos portugueses para que Durão Barroso chegue à Presidência.

Um indivíduo como Durão Barroso interessa a muita gente (Espanha, Alemanha, França, etc). Curiosamente, não interessa nada aos portugueses.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mais um livro presidenciável?

Depois de Pedro Santana Lopes e José Sócrates, chegou a vez de António Guterres apalpar terreno para a Presidência através do livro «Os Segredos do Poder». O lançamento de livros não significa, necessariamente, que os autores ou biografados vão ser candidatos, mas são sempre um medidor inicial de popularidade que pode ajudar a abrir caminho a outras iniciativas mais sólidas (espaços de opinião na televisão, presença em eventos destinados a promover o convidado, etc) que reforcem a sua imagem junto do eleitorado.

E Durão Barroso, quando lança o seu livro, seja ele uma biografia ou sobre a sua liderança da Comissão Europeia?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Presidenciais'2016: Portugal merece mais do que um desertor e um populista.

O tema que abre a semana actual prende-se com as Presidenciais de 2016 e com o possível candidato do PSD à sucessão a Cavaco Silva. Marcelo Rebelo de Sousa, igual a si próprio, tenta queimar o candidato a candidato Durão Barroso, mas também não faz muito esforço para se posicionar na linha de preferência dos social-democratas, pelo contrário, prefere encolher-se, subir ao seu pedestal e atacar tudo o que mexe. Não avança, nem deixa avançar.

O «carisma» de Marcelo Rebelo de Sousa intriga-me. Academicamente, é bom professor, escreve em linguagem acessível e expressa-se com tremenda facilidade, mas não é doutrina e não se lhe conhece o mesmo rigor e valor de outros catedráticos da Clássica do seu tempo. Politicamente, Marcelo Rebelo de Sousa é uma espécie de D. Sebastião: ameaça (há mais de uma década) o seu regresso, numa manhã de nevoeiro, quando o cenário for de terror, para salvar o País, quando a verdade é que todos conhecem um mero comentador de televisão que refastela-se numa cadeira ao mesmo tempo que dá palpites sobre tudo (até sobre futebol e culinária) e anuncia livros que temos sérias dúvidas que sejam efectivamente lidos pelo anunciante. Ou seja, Marcelo Rebelo de Sousa é mais uma espécie de Júlia Pinheiro, numa versão mais aprimorada, com mais bom senso e o triplo dos neurónios. Resumindo: Marcelo Rebelo de Sousa jamais será uma alternativa viável para a Presidência da República. Não tenciono votar em alguém que se refugia na televisão e envia recados a toda a gente ao mesmo tempo que não tem coragem para avançar para o leme por medo de prejudicar a sua imagem. Precisamos de um líder, corajoso, que não o seja quando o pior já passou!

Sobre Durão Barroso, a decisão é relativamente fácil. Como me poderia esquecer dos acontecimentos de 2003 e 2004? Esteve 2 anos no Governo e conseguiu ter dois actos egoístas que contribuíram para o afundamento do País: organizou e participou, de peito cheio, na cimeira das Lajes - com Bush, Blair e Aznar - patrocinando uma guerra inútil, injusta e com base em motivações falsas e ambiciosas de grandes potências, iniciando, aqui, a subserviência gratuita a terceiros; abandonou o País para se promover na União Europeia onde parece ter-se esquecido do que é ser português para apoiar as pretensões dos «grandes» europeus que podiam alimentar as suas ambições pessoais, dando origem a um período de instabilidade política que levaria Sócrates ao poder. Da minha parte, não contem comigo para votar num desertor. O País precisa de alguém com amor à Pátria!

Continuem a trazer outros candidatos a candidatos. Estes não servem e espero que o CDS não ceda à tentação de apoiar qualquer um destes indivíduos. O País merece melhor!