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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Artur Baptista da Silva (ABS) do CDS: Graça Moura

Não se pense que o engodo apenas usa calças. Pelo contrário, também usa saia. E não se limita a clubes de futebol e à sociedade civil. Não. Também o há nos partidos políticos. Exemplo disso é haver, pelo menos, um ABS no CDS: chama-se Graça M Moura e tem inúmeros perfis de Facebook, através dos quais desenvolve uma rede de personalidades que corroboram as suas opiniões e com as quais desenvolve diálogos verdadeiramente esquizofrénicos para, entre outras pretensões, denegrir terceiros.
Tanto quanto pude apurar, esta personagem tem os seguintes perfis:
Desconfia-se que os perfis Álvaro Mesquita e Marta Valente também possam ser falsos perfis de Graça Moura.

Prova do que aqui afirmo relativamente aos múltiplos perfis, e respectiva utilização, jaz aqui, em duas provas da demência de quem os gere:
Uma espécie de diálogo entre Alberto Caeiro e Álvaro de Campos, mas de nível intelectual fraco

A esquizofrenia devia dar direito a interdição

Segundo a própria, será Doutorada por Harvard e Professora universitária de Matemática na Universidade do Porto. Diz ainda que já padeceu de cancro e que vive dificuldades financeiras para ajudar as suas 3 filhas, as quais, curiosamente, e segundo fonte altamente credível, não só não vivem como nem sequer se dão com a mãe desde que se viram envolvidas em «esquemas» da autoria de Graça Moura para conseguir obter dinheiro endividando, pelo menos, uma das filhas. A mesma fonte, que, reforço, é altamente credível, assevera que Graça Moura nunca teve cancro (felizmente!), nunca deu aulas e nem sequer viajou para os Estados Unidos da América, quanto mais frequentar Harvard.

O mais estranho no meio disto tudo é dispor de uma outra fonte que contactou Harvard e a Universidade do Porto e nenhuma destas entidades ter dito que Graça Moura já frequentou estas instituições quer como aluna quer como docente. Igualmente estranho é a própria alegar ter dificuldades financeiras e circular por todo o País nos eventos (conferências e jantares) do Partido, juntamente com algumas das suas companheiras. Também estranho é alguém com cancro ter uma vida tão activa e passar dias inteiros na praia ou nestes mesmos eventos. Da mesma maneira, como se explica que uma docente universitária passe 24 horas/dia e 7 dias/semana a actualizar o Facebook? Finalmente, se é uma mãe tão dedicada às suas filhas, porque raio nunca ninguém viu uma foto actualizada da própria com elas?

Ora, ou eu estou bem enganado, ou tudo isto mais não é do que um estratagema para apelar à misericórdia das pessoas, passando a imagem da mãe de família, doente, que faz um esforço épico para dar o melhor às filhas ao mesmo tempo que se desdobra em aulas na Universidade do Porto. Inspirador para muitos, no mínimo! Na verdade, podemos ver supra as referências de Graça Moura enquanto Maria João Correia a um alegado título de Professora Doutora, que mais não é do que uma forma de tentar ganhar a respeitabilidade de quem a lê. Fala ainda em conferências em Salamanca, tudo histórias fantasiosas para tentar criar a ideia de que se trata de uma pessoa profissionalmente bem sucedida, activa e influente. Uma autêntica wanna be que se faz passar pelo que gostava de ser.

Pelo meio, faz o papel de groupie e segue as figuras do Partido para todo o lado; tenta criar conflitos entre algumas figuras do Partido e outros militantes e/ou dirigentes, levantando falsos testemunhos contra os mesmos; é o sabujo fiel que diz sim a tudo o que vem do partido - eventualmente com a intenção de conseguir cair nas boas graças das pessoas dado que apoia incondicional e irracionalmente a corrente dominante -; e faz parte do seu modus operandi passar a sua história e aproximar-se de figuras ilustres do Partido, com o intuito de criar laços de afinidade com os dirigentes. Alguns deles morrem de amores por esta senhora tão amorosa que todos tratam por Dr.ª, mas que tenho sérias dúvidas que tenha um título académico sequer. Prova disso mesmo reside nas imagens infra:

Com Teresa Anjinho, deputada do CDS por Aveiro

Com Teresa Anjinho novamente e com Maria José França (Presidente da CPC Aveiro)

Com Teresa Caeiro e Beatriz Magalhães Ferreira (uma das suas fiéis parceiras)

Novamente com Teresa Anjinho

Com Beatriz Magalhães Ferreira e Orízia Roque, que será muito próxima de Paulo Portas

Com Paulo Portas

Outras imagens podiam também ter sido publicadas, mas deixo-as para quem visitar o perfil da visada. Desde Maio de 2012 que venho denunciando a farsa aos órgãos do Partido e aos militantes. O que recebi do Conselho Distrital de Setúbal - na sequência de uma denúncia também contra outras pessoas - foi um aviso para deixar o assunto enterrado sob pena de responder disciplinarmente. Fiz nova denúncia ao Conselho Nacional de Jurisdição há mais de 2 meses e até agora reina o silêncio. Tudo normal. Denunciei a situação em grupos de Facebook com mais de 1.500 e 2.000 pessoas, onde esta senhora faz estragos contra a imagem de militantes, e fui repreendido e todo o conteúdo foi eliminado, tendo os administradores destes grupos justificado tal comportamento com o facto de se tratarem de «questões pessoais». Não é pessoal, acreditem.

O que pretendo, afinal, com toda esta exposição? Não apenas alertar, uma vez mais, as pessoas para o engodo de que estão a ser alvo quando se deixam seduzir e acarinhar por Graça Moura. Pretendo que fique gravado que, por diversas vezes, houve quem alertasse para uma versão feminina de ABS no CDS e que várias pessoas ignoraram todos os avisos. Podes enganar quem quiseres, Graça, mas nunca me enganaste a teu respeito.

Esta senhora ainda vai dar que falar - dificilmente pelos melhores motivos - e quando procurarem pelo nome dela vão encontrar este e outros textos e constatarão que só se deixaram enganar porque quiseram. Os avisos foram feitos, mas nunca ninguém quis saber deles. Nessa altura, estarei eu a rir-me a bandeiras despregadas. Afinal, fizeram por merecer!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Artur Baptista da Silva: os fins justificam os meios?

Falaram-me dele e, mesmo sabendo da escassa presença de portugueses nos quadros da ONU, não estranhei que subitamente surgisse um português a liderar um observatório internacional para os países da Europa do Sul. Afinal, Estela Barbot também foi conselheira do FMI e do Banco Mundial e saiu muito recentemente de uma espécie de pseudo-anonimato para todos os meios da comunicação social. Sim, eu sei que Estela Barbot já tinha um percurso profissional invejável. Ainda assim, foi pela sua colaboração no FMI e no Banco Mundial que passou a ser presença assídua nos média.

Artur Baptista da Silva também tinha um percurso profissional invejável. Para o mais, era um português num cargo de relevo nas Nações Unidas. Todos quiseram um minuto da sua atenção e, para este fim, convidaram-no para conferências e jantares e pagaram-lhe refeições, estadias e outras mordomias. Foi capa de primeira página de praticamente todos os jornais e chegou a discutir na televisão com personalidades da política nacional, em horário nobre. Tivesse sido mais cauteloso e acabaria a dar aulas numa qualquer universidade portuguesa ou no conselho de administração de um qualquer banco, o que só não se terá concretizado por ter sido demasiado indiscreto e ambicioso - imperdoável num burlão profissional. Ainda assim, tinha tudo para dar certo. Provavelmente só foi descoberto porque falou em renegociação da dívida. Se não o tivesse feito, já estou a ver Passos Coelho e Vítor Gaspar a citarem a ONU para defender o cumprimento de objectivos. Porém, ninguém pensou em recortar minimamente o currículo daquele ilustre catedrático em Economia. Ninguém ousou sequer contactar fontes da diplomacia portuguesa ou das Nações Unidas. Porquê?

Porque a imagem que passava era suficiente para criar confiança. Seria um ultraje (e verdadeiramente ofensivo) desconfiar de tamanha personalidade! Afinal, vivemos num país de aparências inspirado pelo «à mulher de César, não basta sê-lo, é preciso parecê-lo». E Artur Baptista da Silva, embora não o fosse, parecia-o. De facto, como bem se sublinha neste texto, estamos a falar de um Doutorado, com «o seu ar grave e digno (...) óculos sem armação, calva a despontar, folheando papéis A4 e relatórios técnicos (...) o aspecto e a voz bem trabalhados [que] denotavam o cinzentismo próprio dos altos funcionários das organizações internacionais». Tinha até os clássicos 3 nomes com que as pessoas respeitadas pela sociedade se apresentam e um «da» antes de um dos apelidos, ou um ligeiro aumento da sua credibilidade. 

É por ver exemplos destes que acredito que dificilmente conseguirei ir muito longe na vida enquanto prevalecer este modelo na sociedade portuguesa. Afinal, sou jovem (este critério vai desaparecer) e tenho uma aparência jovem que devia ser uma virtude, mas é motivo suficiente para não me levarem muito a sério, uma vez que me falta o ar respeitável do Baptista da Silva e dos cinzentões que tornam os nossos debates tão enfadonhos; entusiasmo-me facilmente quando faço exposições - mas, ainda assim, não perco o controlo - e não tenho o tal «ar grave e digno»; não venho de boas famílias que me introduzam nos meios que abrem portas para o estrelato; não só não tenho o look intelectual e tecnocrata que se procura nestes personagens como ainda tenho um cabelo selvagem e indomável que me aproxima mais do estatuto de um punk rocker de bairro do que de um investigador profissional e credível; também não me costumo apresentar pelos tais 3 nomes da respeitabilidade e faço-o com apenas 2 (sou poupado) - poucos são os que conseguem vingar com apenas primeiro e último nome. Infelizmente, não só não tenho, como dificilmente terei, o Doutoramento que todos procuram nestes sábios que enchem as televisões e os jornais: há 2 anos lectivos que adio o meu porque é impossível suportar os valores exigidos de propinas - para os Jonets da nossa praça, também não vou de férias e não derreto dinheiro em bilhetes para concertos.

Sujeitos como eu podem fazer estudos sérios e aprofundados e ter um percurso académico e profissional honesto e imaculado, mas vai sempre faltar-nos qualquer coisa para conseguirmos vingar como os mais célebres. Mais, para conseguirmos duas linhas num jornal ou 30 segundos numa madrugada de um qualquer canal de televisão ou temos de esperar toda uma vida ou então só nos resta a «opinião do leitor» ou um «opinião pública». Contudo, outros há que basta vestir Armani ou conduzir um Jaguar e abrem-lhes imediatamente as portas, ainda que o currículo seja uma fraude ou fraco. Aliás, até mesmo o livro que consegui lançar recentemente, raros foram as pessoas do meu círculo que o adquiriram. Provavelmente se fosse escrito por algum nome sonante teria sido por eles imediatamente adquirido. Mas, não. É «só» o meu livro.

Não obstante tudo isto, que não se pense que fico magoado por me encontrar nesta categoria de anónimos que tentam vingar numa sociedade de aparências. Talvez isto seja Deus a escrever direito por linhas tortas. Quem sabe se eu não perderia a minha independência e me tornaria refém daquilo que muitos querem que seja dito? Quem sabe se não seria, também eu, um cão fiel ao dono? Para todos os efeitos, prefiro ser anónimo e pobre, mas digno e livre, do que uma estrela refém do que lhe dá brilho. Estou mais que disposto a escrever estes meus textos, a fazer as minhas investigações e a ser lido por meia dúzia de pessoas atentas. Faço-o com a mesma motivação com que faria um discurso para 100.000 pessoas. Acreditem: não há sensação melhor do que ser livre e poder dizer o que penso sem pensar se estarei a desagradar a alguém. Pode não parecer, mas sou feliz!

Não tive tempo suficiente para me deixar encantar ou desconfiar de Artur Baptista da Silva. Foi tudo muito fugaz. Na verdade, este sujeito conseguiu fazer uma ultrapassagem pela direita porque todos se deslumbraram com o seu brilhante currículo... inexistente. Enganaram-se pela aparência e, só por expor tantos tolos que têm a mania que são iluminados e reconhecem talentos a léguas e menosprezam muitos que têm valor, só por isso, Artur Baptista da Silva já merece o meu respeito. Foi inteligente na forma como construiu o personagem. Sim, para fazê-lo é preciso inteligência. Agora, e como é habitual, nunca ninguém lhe deu ouvidos, quase todos desconfiaram dele e até já há quem afirme quase instintivamente que se trata de um antigo condenado por burla. Ironia do destino, acaba por ser um alegado burlão a alertar para o inevitável que os alegadamente não burlões insistem em esconder da população: temos de renegociar esta dívida urgentemente! É certo que os números e os cálculos podiam não corresponder à realidade, mas continuamos a ter uma dívida imparável, um défice que a acompanha e objectivos impossíveis de cumprir. Se os fins justificam os meios, então Baptista da Silva escolheu a via mais dolorosa para pôr o País a pensar, a sério, na renegociação. E, também por isso, merecerá todo o meu respeito. Afinal, pela forma honesta, jamais conseguiria atingir o mesmo objectivo e seria apenas um tolo cidadão.