sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi laureados com o Prémio Nobel da Paz 2014


Sou admirador de Malala e acredito que este Prémio fosse uma inevitabilidade mais ano menos ano - aliás, já o tinha dito quando defendi que devia ser reconhecida pelo Prémio Sakharov e que este prémio era uma antecâmara para um posterior Nobel. Já Kailash é um activista indiano que se destaca já há cerca de duas décadas.

O facto de um ser um ícone na defesa do direito das raparigas à educação e o outro uma personalidade que combate a mão-de-obra infantil demonstra que o júri quis reconhecer e dar um forte impulso à importância que revestem os direitos das crianças e dos jovens, no fundo, uma séria preocupação com aqueles que amanhã formarão a sociedade global e que ao serem privados de direitos elementares (como o acesso a uma infância, a uma juventude e à educação), poderão ser muito bem os futuros agentes de instabilidade e falta de desenvolvimento num continente (Ásia) marcado por conflitualidade e por graves desigualdades sociais.

Estava convicto que o Comité do Nobel pretenderia passar uma mensagem ao mundo contra o fenómeno do ISIL, mas julgo que o tema escolhido e as personalidades laureadas foram excelentes escolhas! O tema do direito de crianças e jovens ao seu desenvolvimento como pessoas tem sido sucessivamente negligenciado e esta escolha visa lembrar o mundo que o tema não pode ser esquecido!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Prémio Nobel da Paz 2014

Não tardará muito o anúncio do Prémio Nobel da Paz 2014. Ao contrário do ano anterior (apesar de mais uma escolha estranha), este promete ser um ano complicado por ninguém se ter verdadeiramente destacado.

No entanto, acredito que a escolha poderá recair em alguém ligado ao conflito no Iraque e na Síria, no âmbito do ISIL, podendo tratar-se de alguma figura ligada às minorias, senão mesmo estas minorias como um todo.

Na minha opinião, a iraquiana Samira Salih al-Nuaimi (de quem praticamente ninguém ouviu falar porque tem nacionalidade diferente da de James Folley) seria a melhor escolha por todo o simbolismo que carrega a sua morte.

P.S.1: Outra hipótese poderá ser algo que remeta para o centenário da I Guerra Mundial.
P.S.2: Relativamente ao Prémio Sakharov, já sabemos que é tendencioso, pelo que acredito ser provável que a escolha recaia sobre o movimento ucraniano Euromaidan que derrubou Viktor Yanukovych. Eu escolheria o ginecologista congolês Denis Mukwege.