Como tive oportunidade de recordar a 14 de Outubro passado, John Kerry comparou Bashar al-Assad a Adolf Hitler e Saddam Hussein. Gorada a hipótese de ataque militar à Síria, John Kerry rapidamente mudou o seu discurso e endereçou elogios a Assad.
Ainda em Outubro tive oportunidade de apontar alguns cenários passíveis de se concretizarem, nomeadamente:
- A redução de apoio militar dos EUA e dos parceiros ocidentais aos grupos rebeldes activos na Síria - sobretudo para poderem demarcar-se do jihadismo neste País -;
- A aposta no apoio a Damasco para combater os islamistas, em eventuais sinergias entre Assad e os rebeldes moderados para prosseguirem este plano;
- E ainda na integração dos opositores moderados na estrutura militar síria para poderem, juntos, combater os islamistas e, igualmente e muito importante,
- Nos órgãos de poder político, de modo a garantir mais poder à oposição a Assad.
- EUA e Reino Unido suspenderam a ajuda militar aos rebeldes sírios;
- Já está a ser preparada a integração de rebeldes nas Forças Armadas sírias para poderem combater os mais radicais;
- E até já parece que os EUA olham para Assad de outra maneira, como que sendo a alternativa «menos má».
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