Um aspecto curioso destas eleições é avaliar a estratégia de campanha definida pelos partidos. Apesar de algumas candidaturas ainda criarem ilusões relativamente ao uso das tecnologias, é certo que o meio mais eficiente de recolha de votos é o contacto directo com os eleitores, no terreno.
Prova do quão falaciosa pode ser a popularidade putativa nas redes sociais - uma vez que muitos seguidores de páginas são perfis falsos ou perfis de militantes e simpatizantes de fora da concelhia candidata -, são os resultados que apurámos de distribuição de mandatos apenas com base nos «gostos» que cada concelhia recolhe, a saber:
CDU: 3.260 seguidores
CDS-PP: 1.596 seguidores
PS: 1.407 seguidores
PAN: 353 seguidores
PSD: 342 seguidores
BE: 195 seguidores
Total: 7.153 seguidores
CDS-PP: 1.596 seguidores
PS: 1.407 seguidores
PAN: 353 seguidores
PSD: 342 seguidores
BE: 195 seguidores
Total: 7.153 seguidores
Se cada seguidor correspondesse a uma intenção de voto real para a Câmara Municipal de Almada, a CDU governaria com maioria absoluta, o CDS seria a 2.ª força política, PSD e Bloco desapareciam e o PAN seria a 4.ª força municipal, o que daria qualquer coisa como:
CDU: 45,6%, correspondentes a 6 mandatos
CDS: 22,3%, correspondentes a 3 mandatos
PS: 19,7%, correspondentes a 2 mandatos
PAN: 4,9%, correspondentes a 0 mandatos
PSD: 4,8%, correspondentes a 0 mandatos
BE: 2,7%, correspondentes a 0 mandatos
Para a Assembleia Municipal de Almada, os resultados seriam ainda mais interessantes, uma vez que, excluindo os lugares por inerência dos Presidentes das Juntas de Freguesia, a CDU não teria maioria (16 vs 17). A distribuição de mandatos seria a seguinte:
CDU: 16
CDS: 8
PS: 7
PAN: 1
PSD: 1
BE: 0
É sempre bom sonhar e imaginar como seria «se». No entanto, se alguém acreditar que estes resultados têm o seu quê de real, pode fazer a aposta principalmente nas redes sociais e para os seus adeptos.
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