Por mais do que uma vez, Paulo Portas apelou a que a campanha para as autárquicas fosse feita sem cartazes de rua. Em Novembro, argumentou que as «campanhas eleitorais custam demasiado dinheiro e o país não está para gastar dinheiro», e, em Junho passado, criticou aqueles que investem em cartazes publicitários de candidatura alegando que «deitam dinheiro à rua com cartazes que custam centenas de euros e que não servem para nada».
Ora, sucede que o CDS vai apresentar-se em coligação com outros partidos em dezenas de municípios do País e importa colocar uma pergunta legítima: o CDS financia, com maior ou menor participação, esses cartazes afixados com o nome e, em alguns casos, com o rosto dos candidatos do Partido? Nova pergunta: será honesto pedir que todos se contenham nos custos e depois concorrer com partidos que ignoram o comando?
Finalmente, importa dar conta do caso da candidatura do CDS a Vale de Cambra. É a própria candidatura que publicita o seguinte outdoor de campanha:
Afinal, quantas orientações existem para a estratégia autárquica do CDS? Quantas excepções à regra existem? Quantas candidaturas ficam privadas de fundos para depois assistirmos a outras que têm condições para promover as suas candidaturas?

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