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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Não são profecias, são evidencias. Basta saber ler.

O I noticia que vem aí um novo imposto especial sobre o consumo de electricidade. Este aumento já havia sido referido neste espaço há exactamente 15 dias, não porque tivesse acesso a informação privilegiada ou por ser vidente, mas porque sei ler e sou daquele género de pessoa que lê as notas de rodapé e todas as cláusulas contratuais do princípio ao fim. Li o Memorando de Entendimento celebrado com o triunvirato e o imposto especial sobre o consumo tem de ser uma realidade até ao final do ano de 2011.

Quem votou a 5 de Junho passado devia ter lido o Memorando e quiser saber o que aí vem em 2012 devia fazer o mesmo e acrescentar mais alguns sacrifícios a fazer porque afinal, conforme já aqui igualmente defendido, a economia continua estagnada e o acordado com o triunvirato não é, nem será, suficiente para garantir o pagamento da dívida, o que obrigará a uma renegociação quando já nada mais o Estado tiver para privatizar ou taxar. Vai nova aposta?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Extingam o cargo de Representante da República e nomeiem uma Troika da República para a Madeira.

Afinal, o buraco da Madeira é de 500 milhões de euros. Coisa pouca, se considerarmos que é mais do dobro do que era esperado. Lisboa insiste em fechar os olhos, S. Bento assina mais cheques de dívida e São Caetano à Lapa apoia a continuidade, mas Bruxelas denuncia e exorta. Para grandes males, grandes remédios. E a Madeira precisa de uma solução urgente sob pena de comprometer o trabalho que se tenta fazer no continente, onde se sacrificam milhões de portugueses.
Se a Madeira quer mais autonomia, então está na hora de se portar como gente grande, que é como quem diz, como se fosse um Estado independente, com direito a soberania periférica europeia do século XXI. Neste sentido, em vez do clássico Representante da República - cuja competência é, basicamente, a de figurante em nome do Chefe de Estado-, proponho o destacamento de uma Troika da República, com o objectivo de fazer exactamente aquilo que FMI, Comissão Europeia e União Europeia fizeram recentemente em Portugal. Ou Passos Coelho faz isso, com urgência, na Madeira, ou não tarda será Bruxelas a fazê-lo por iniciativa própria.