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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Natalidade portuguesa em desgraça

Segundo a Comissão Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Portugal tem a taxa de natalidade mais baixa da Europa e é o 6.º país mais envelhecido do Mundo. Ao mesmo tempo, as políticas de natalidade existentes neste País são dirigidas às classes mais altas e, em vez de se apostarem em medidas para casais sem filhos ou com apenas 1, estas medidas estão reservadas a quem já tem 3. Com cada vez menos jovens em Portugal, importa perguntar: quem assegurará as próximas gerações deste País? Os reformados, cujas pensões, ainda por cima, são sucessivamente cortadas? Ou alguém acredita que são aqueles que são obrigados a viver em casa dos pais e/ou que vivem de recibos verdes e contratos a prazo que vão gerar os portugueses do futuro?

domingo, 13 de novembro de 2011

Jovens jogadores de futebol também devem emigrar?

Ainda a propósito das declarações do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, o incompreendido que disse, a 30 de Outubro passado, que os jovens portugueses desempregados devem emigrar em vez de ficarem na sua zona de conforto, pergunto-me se o Governo manterá a mesma filosofia relativamente aos jovens jogadores de futebol com nacionalidade portuguesa que enfrentam inúmeras dificuldades para encontrarem o seu espaço entre os profissionais.

Esta pergunta não é em vão. Afinal, importa recordar que ainda a 29 de Agosto, 2 meses antes das declarações do Secretário de Estado, o Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que exerce a tutela sobre as pastas da Juventude e do Desporto, anunciou a constituição de três grupos de trabalho para avaliar três áreas do futebol. O primeiro destes grupos de trabalho foi criado, pasmem-se, com o objectivo de estudar formas de protecção às selecções nacionais e aos jogadores mais jovens, sendo liderada por José Luís Arnaut, agora candidato à Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol.

Por uma questão de coerência, e numa altura em que se recomenda a contenção de custos, não seria justo extinguir este grupo de trabalho e que o Secretário de Estado exortasse os jovens jogadores portugueses a saírem da sua zona de conforto e emigrarem para outras paragens onde possam jogar futebol com o estatuto profissional?

domingo, 30 de outubro de 2011

Resignação total: Governo aconselha jovens portugueses a emigrarem.

O que dizer de um suposto especialista em juventude que em vez de criar soluções resolve o problema indicando a porta de saída? O que dizer quando esse especialista é o actual Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, que ontem disse, no Brasil, que os jovens portugueses desempregados devem emigrar em vez de ficarem na sua zona de conforto? Se dúvidas houvesse, depois de o Primeiro-Ministro Pedro Passos ter declarado que Portugal só sai da crise empobrecendo, as declarações de Alexandre Miguel Mestre são a prova da incapacidade e da resignação total do Governo para com as circunstâncias actuais. Com efeito, é fácil abrir a porta aos outros quando já se tem um bom emprego - afinal, onde está a dificuldade em beneficiar das regalias de um governante e esperar que o mau tempo passe ou que alguém nos salve? - e também um bom grupo de protectores que nos ampara caso alguma coisa corra mal.

Num momento em que os portugueses precisam de inspiração, os que nos deviam liderar cruzam os braços e, totalmente desorientados e incapazes de contornar o actual quadro, pautam a sua política pelos cortes e eliminam os problemas convidando os seus cidadãos mais qualificados a partirem para outros destinos e a regressarem um dia ou então a portarem-se bem não criando desacatos. Já que o patriotismo e o mérito não são valorizados em Portugal, provavelmente resta-nos mesmo a solução indicada por Alexandre Miguel Mestre, a emigração: afinal, podemos perder tudo, até o amor da Pátria, mas jamais poderemos perder aquilo que ainda nos permite lutar e sobreviver: o amor próprio.