Conforme havia aqui dito há dias atrás, o plano principal da Turquia passa por atacar os curdos, servindo o combate ao Estado Islâmico como fachada para atenuar a censura a combatentes vitais para conter o próprio Estado Islâmico.
Com este ataque aos curdos, pretende-se, desde logo, afastar os curdos das zonas de fronteira e permitir a facilitação de meios aos rebeldes moderados no combate a Assad, fragilizando-o.
Contudo, Erdogan pretende retirar mais dividendos desta campanha: a falta de maioria suficiente que lhe permita alterar a Constituição para garantir a transição para o (seu) presidencialismo é, em larga medida, consequência dos 80 mandatos que o Halklarin Demokratik Partisi (HDP) tem no Parlamento, levando o PR turco a equacionar a convocação de eleições antecipadas.
Caso consiga associar o HDP, que inclui aliança com curdos, ao Partiya Karkerên Kurdistanê (PKK), Erdogan poderá impedir o HDP de concorrer às próximas eleições legislativas e conquistar a almejada maioria absoluta.
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