Numa excelente exposição sobre a validade e eficácia do acordo entre o triunvirato e o Estado português, do ponto de vista constitucional, o Prof. Jorge Miranda manifestou a sua desilusão com o facto de a Constituição parecer não passar, actualmente, de «letra morta».
Muito se estranha a posição de Jorge Miranda, que ainda há seis meses era favorável à «suspensão» de direitos sociais consagrados na Constituição e há menos de um ano entregou um parecer ao Governo para justificar os cortes nos salários, duas medidas ao arrepio da Lei Fundamental. Afinal, a «morte» da Constituição tem, pelo menos, um autor: o seu próprio pai.