Segundo consta, a ala de Nicolas Maduro recusa-se a cumprir
as decisões do Parlamento, considerando que "legalmente, a Assembleia
Nacional não existe".
Já o Presidente da Assembleia Nacional venezuelana pretende
deslocar-se a Washington para forçar a aplicação de medidas da Carta
Democrática Interamericana à Venezuela.
Disse-o para apoiar a suspensão das instituições que se
vinham a afirmar como garantes da ainda jovem democracia da Rússia pós-URSS em
favor da concentração de poderes em Boris Ieltsin, com o objectivo de acelerar
a privatização dos activos públicos e a posterior dependência da economia russa
de terceiros.
O que mudou, entretanto? Qual é o critério para que os
tempos sejam excepcionais? Por uma questão de coerência, não fará sentido que
Washington apoie a decisão de Maduro de suspender o Parlamento? Ou vai-se
insistir na aplicação de sanções que afectam direitos básicos da população? Até
onde irá a ingerência?