Os funcionários públicos são os grandes responsáveis pelo estado a que o Estado chegou. E vão pagar por isso, a avaliar pelos congelamentos (até nas pensões) anunciados hoje pelo Ministro das Finanças. Perdoem-me, portugueses, por ser um malvado funcionário público que trabalha tanto ou mais do que qualquer funcionário do privado. Prometo deixar de ser mandrião e justificar os 14 meses de ADSE que pago, ainda que, na verdade, só possa usufruir de 12 - por ser o número de meses que o ano tem. Prometo ainda trabalhar o suficiente para um dia poder atingir um tecto salarial que me faça sentir mais próximo dos valores praticados nos privados.
A propósito de funcionários públicos, se bem me recordo, Pedro Passos Coelho prometeu que só cortaria nos salários dos funcionários públicos se tudo o mais falhasse. O Primeiro-Ministro assumiu a derrota: aumentar os preços dos títulos dos transportes, aumentar o IVA do gás e da electricidade e congelar os aumentos é retirar poder de compra aos funcionários públicos, ou, como quem diz, cortar nos seus salários.
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